PANACÉIA DELIRANTE

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Editais editais editais...

Na minha carteira de trabalho consta: ATRIZ.
Por que então estou em frente à um computador, 01:30 h, trabalhando? Sim, eu poderia estar dormindo, afinal ensaiei durante os três turnos e mereço descansar. Mas tenho que escrever projetos. Enquanto espero a ultima atualização ficar pronta para poder continuar a labuta, vou escrevendo nesse blog.
Para quem não sabe o que é um edital cultural, nem a finalidade de um projeto, explico: É um concurso público para propostas artísticas. Nele, pessoas físicas ou jurídicas competem para conseguir financiamento para realizar uma idéia na área de teatro, musica, dança, circo, poesia etc.
O prêmio da vez é o FUNARTE MYRIAM MUNIZ, que encerra suas inscrições na quarta-feira. Nesse momento, centenas de artistas estão virando a noite, fazendo orçamentos, cronogramas, calculando impostos... A burocracia não poupa ninguém, meu chapa!
Agora já são 2:20 e a cabeça já começou a falhar: escrevi que Quito fica no Peru (é no Equador), errei a nacionalidade de outro ator... Um horror! Ainda bem que existe alguém para fazer a revisão. Mas como esse alguém também está ficando “grog” de sono, a coisa fica meio arriscada.
E...
Pronto! Por hoje é só. Agora é dormir e seguir em frente. Existem muitos editais abertos (o por abrir) e é preciso estar atento e forte. Merda para mim e para todos os produtores nascidos à pulso, como eu. Merda para o Teatro Baiano!

domingo, 9 de maio de 2010

Bom dia!

É dia das mães
Coloquei o sono em dia
Faz sol em Salvador, o tempo está quente
Vou almoçar fora
O resto, ainda não sei
...
Acabei de chegar em casa.
...
Hoje tem espetáculo.
Na minha cabeça, uma dúvida
Em meu íntimo, uma vontade.
E a espera de uma inesperada revolução
Um susto
Hoje é domingo
Mas amanhã será segunda?

domingo, 11 de abril de 2010

Operária em construção

Agente começa a construir uma coisa. Por exemplo, imaginemos uma casa. Preparamos o terreno, fazemos a base, começamos a levantar as paredes, cuidamos da alvenaria com todo o carinho... Aí vem: pinta, lixa, ajeita a afiação, a tubulação, confere a ventilação, os telhados e todos os detalhes para que a casa fique impecável. Nada disso adianta, entretanto, se agente não se afastar da casa, não olhar de longe se as paredes estão retas, se as cores combinam, se o telhado está uniforme. Tão importante quanto o vínculo com a obra é o saber desvincular.

Quão importante é o saber se afastar (o modo e o momento)...

Se agente se apega demais, perde a visão do conjunto, fica alienado, iludido, preso na ideia da casa que se está construindo quando na verdade se está construindo uma outra coisa.

Se nos afastamos demais, perdemos os detalhes, não sentimos o cheiro da tinta, não nos sujamos com o cimento, não nos envolvemos, ficamos frustrados, pensando em como a casa deveria ser, sem aproveitar como ela está, seja para usufruir ou para aprimorar.

Esse negócio de construção é sempre complicado. Por mais que haja o esforço em se chegar ao término, não tem jeito: É TIJOLO POR TIJOLO.

Paciência.


(publicado pela primeira vez em 18 de fevereiro de 2009)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O leão

Desejo... eis a força que domina o mundo. Teatro é desejo puro... Desejo é força de dominação: de um personagem, de uma técnica, de um público, de um grupo.
O ator deve matar um leão por dia. Sim? Não? O ator quer adestrar um leão por dia, sem chicote. Uns dias consegue, outros não. Com o tempo pode ir ficando mais fácil. Ou o leão pode ir ficando maior, de outras raças, cores.
O ator não quer matar. Quer adestrar. Depois de morto, com quem dividiria a jaula?





Acabei de encontrar esse texto meu em um antigo blog do qual participei em 2007

sexta-feira, 26 de março de 2010

Até que nem tanto esotérico assim…



Cada vez me convenço mais de que esse modo de viver cidadão comum é uma roupa muito apertada para mim. E que ninguém pode me dar conselhos de o que é ser feliz e de que maneira, pois estou batendo em outra freqüência. A minha alegria é triste e minha tristeza alegre, muitas vezes. Não tenho muita paciência para o sofrimento puro – Graças a Deus. Quero inventar um jeito tropicalista de ser, um jeito “super bacana”. Ontem fui dormir e a tristeza não tinha fim. Hoje acordei com uma vontade louca de fazer bem mais! Desejo de ir à praia, mesmo com esse tempo e ver o sol se pôr tomando sorvete. É que eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Não me espanta que Quintana tenha dito que a vida é uma zarabatana, embora não entenda o que isso queira dizer...

Fragmento do Cotidiano

Hoje acordei com o cheiro dele em meu vestido. Quase não gostei. Pensei em correr para o banho, mas esperei. O cheiro não é tão bom. A pessoa menos ainda. Vou deixar mais um pouquinho, só para lembrar que ele passou. E que eu não gostava do cheiro dele...

sábado, 20 de março de 2010

Blanche



Voltando pra casa, andando pela rua... Chorando, nem percebia que estava escura, nem tampouco reparei no carro que se aproximava. Foi quando ouvi a buzina:
- Quer carona?
- Hã? Não... obrigada.
- Então vá andando que agente te acompanha.
O farol iluminou o meu caminho. Andei atordoada, olhando o casal que me seguia. Conheço?Não sei.
Nesse momento eles passaram: Um de moto e outro de bicicleta. Estavam juntos, atrás de mim. Há quanto tempo? Agradeci ao casal que me salvou de um possível assalto. Eles sorriram e se foram. Me senti a própria Blanche Dubois, no último ato de Um bonde chamado desejo:
- Eu sempre dependi da bondade de estranhos.

terça-feira, 2 de março de 2010

Graça

Foi no momento em que ele tocou em meu rosto... Delicadamente sorriu e disse:
- Faz um pedido.
Entre nossos dedos, meu cílio.
- Um pedido?
Segundos de reflexão...
- O que eu poderia querer?
Depois me lembrei. Lembrei de várias coisas que poderia pedir... Mas os segundos de reflexão foram a redenção do dia (ou a maior demonstração de ignorância da semana). A reflexão evidenciou, em segundos , se não a satisfação, pelo menos o gozo do momento presente.
O cílio ficou com ele. Mas quem se importa? Eu, não! Ele saiu muito satisfeito com a conquista e eu, com a falta dela...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Caminhada

Saber ir...

Mas também,

Saber se deixar levar...

Difícil para mim, virginiana, pragmática, cartesiana, não planejar, não agir (nem a favor, nem contra), desligar o motor e ficar à deriva: Por quanto tempo? Até onde?

O acaso vem me fazer visitas frequentes, tento recebê-lo bem. Mas temo-o, e nunca sei quantas colheres de açúcar botar no café.

Fazer a análise dos fatos, o planejamento das ações e o balanço dos resultados já é algo tão natural, que não fazê-los exige uma certa dose de esforço e auto-controle.

Ligo o som do rádio para ver se ajuda...


"Saber ir...

Mas também,

Saber se deixar levar..."

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Domingar

Tarde na praia, Jauá. A água do mar refresca o corpo quente. Família, conversa, dengo. Hora do almoço: comida boa, todos à mesa. Livro... brisa... O sol das bancas de revista, me enchem de alegria e preguiça... cochilo. O pensamento viaja, lembrando o passado ou inventando o futuro.

Ócio...

Dia de praia deixa meu apartamento sem nenhum argumento...

Desconfiança





“... E eu, que sempre me julguei feliz, suspeitei:

- É possível ser ainda mais?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O retorno

Voltar para Salvador afetou especialmente meus ouvidos. Explico:
1- No sentido anatômico da coisa, pois sempre sofro de dores de ouvido depois da aterrissagem do avião
2- Em termos de identidade, já que fora do estado meu sotaque “gritava” aos meus ouvidos. Chegar e encontrar a minha fala em milhões de pessoas é reconfortante. A linguagem faz agente se sentir em casa
3- Outra vez no sentido anatômico – pensando que tantas horas atrás de um trio elétrico só pode ser nocivo aos pobres ouvidos, que tão felizes estão de voltar pra casa.
Mas hoje é quarta-feira de cinzas e não é apenas o ouvido que está reclamando...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Brasa 1

Sempre gostei do fogo (e quem não gosta?). Lembro de mim, criança, junto à fogueira jogando objetos à chama, para ver o milagre. Ou naqueles dias em que espiava a chama do fogão, espantada: o fogo era azul.
Entretanto entre nós sempre houve a barreira do medo, ou da responsabilidade – chame como quiser... De maneira que a primeira vez que vi uma pessoa apagar a chama de uma vela com os dedos, me assustei:
- Será possível?
Mais tarde encontrei outras, capazes de ousadias piores, gente que passava no corpo, cuspia e engolia, brincava com fogo e não fazia xixi na cama. Ainda hoje, frente ao fogo, permaneço tímida, chego perto, mas paraliso. E estranhamente, sinto, que me queimo mais pela distancia, que pela presença da chama.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Notícias da terra de cá

(Não revisei antes de postar: passível de erros)

O curso:

O curso ocorre todas as manhãs, incluindo sábado e domingo. Fazemos apenas exercícios de voz (com uma exceção), o trabalho é bastante minucioso e exige bastante paciência e autocontrole. Como costumamos ficar muito tempo parados, procurando uma qualidade vocal, entramos quase num estado de meditação. Bom para a minha ansiedade.
As aulas têm revelado como a minha parte vocal é frágil (mais do que supunha), embora os avanços sejam rápidos (também, quatro horas de trabalho diárias!). Lucas, o professor, nos submete a uma longa seqüência de exercícios, da qual estou tomando parte. Ele é bastante atencioso e o fato da turma ser pequena, ajuda bastante. Ele é boliviano, mas a língua não é uma barreira.

As peças:

Como já foi dito, aqui está acontecendo um Festival de Teatro, o Feverestival. Tenho visto peças todos os dias. A melhor, por enquanto, foi a colombiana Te Duele, do grupo colombiano Teatro de los Andes. Assisti ainda:
• Concerto de espinho e Fulô
• El dorado
• Circo Funâmbulo

As pessoas:

Além dos cursos do Lume, ainda estão acontecendo oficinas num lugar chamado Barracão. A cidade está repleta de pessoas de todas as partes do Brasil, todas dispostas a interagir, discutir teatro e fazer bagunça nos bares da cidade.


Eu:

Tenho andado... E já me basta: não ficar parada. Mas não ter pressa, é mais difícil. Mas vou indo, indo bem, tranqüila até, conforme o possível. Ora pra trás, ora pra frente. Não é assim com toda a gente?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Interior...

Barão Geraldo é uma cidadezinha da região metropolitana de Campinas. As pessoas têm um sotaque gostoso, puxado para o mineiro e são bastante educadas. Por causa da Unicamp, a cidade é repleta de jovens, existem muitas pessoas bonitas (muitas mesmo), as ruas são limpas e bem conservadas.

Tenho feito boas caminhadas, já que a cidade é pequena e a tarifa de ônibus, salgada. Nosso quarto fica no térreo, ao fundo da pousada, próximo a um jardim. Neste exato momento, as portas e janelas estão abertas por causa do calor. Encosto-me à porta e, sentada ao chão, leio um livro.

Há noite, eu e Camila ouvimos música e conversamos – estou tentando manter a televisão desligada. Escrevo no meu blog. Hoje foi o primeiro de oficina e à noite está acontecendo um festival de Teatro, o Feverestival. Mais tarde entro em detalhes, vou voltar para meu livro...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Primeiro dia

Primeiro dia:

O aeroporto:

Duas e pouco da manhã, entro na sala de embarque. Ainda na fila para passar pelo detector de metais, observo o mural de azulejos que estava ao meu lado: uma coletânea de elementos da Capital, a Igreja do Senhor do Bonfím, baianas do acarajé, capoeiristas, frutas e... no meio de tudo aquilo, o rosto de Luis Eduardo Guimarães, desconecto, boiando no painel, estragando o desenho. Meu mau humor começou ali...

O avião:

Era um desses aviões de três acentos em cada lado. Havia pedido para ficar na janela, mas quando encontrei meu acento, ele estava ocupado por um adolescente. Ao seu lado, sua mãe, tia e ainda uma criança de colo. Cedi o lugar – não porque não queria separar a família, mas sim porque pensei na possibilidade de querer ir ao banheiro, ou falar com a aeromoça. Sentei perto do corredor. A criança de colo fazia barulho e sua mãe tentava controlá-la. Fiquei ainda mais mau-humorada, pensei em como crianças conseguem constranger seus pais e em certo momento cheguei a “achar Herodes natural”.

A senhora ao meu lado estava acompanhado do filho, acho que era a primeira vez que andava de avião. Em determinado momento tentou puxar assunto comigo, mas fingi que não havia escutado. Não estava com disposição para ser simpática.

Na hora prevista o avião decolou. Não há como ficar de cara feia quando se percebe que efetivamente uma maquina tão grande consegue voar (é sempre assim). Observei as “luzes da cidade”, fiz palavras cruzadas e cochilei...

Campinas (quer dizer, Barão Geraldo):

Quando coloquei meus pés no aeroporto, já estava mais alegre, mesmo com o frio que fazia. Terminei minhas palavras cruzadas e fui para a pousada. Dormi maravilhosamente.
Meio dia, Camila chegou. Tomamos banho e fomos almoçar. A fim de fazer a digestão, andamos pela cidade. Barão Geraldo é pequena, muitas casas e pracinhas. Encontramos um sebo. Depois de muito flertar com as prateleiras, comprei três livros:
• O anatomista
• Albert Einstein / Mileva Maríc – Cartas de amor
• Literatura comentada – Caetano Veloso
Agora, com a concorrência, vai ficar ainda mais difícil terminar de ler “Fazenda Modelo”.

O Lume:

A recepcionista da pousada errou o nome da rua, por isso passamos do ponto de ônibus e nos perdemos. Depois de uma longa caminhada, encontramos a casa com ares de chácara e paredes coloridas. Na sala, um tapete do mapa Mundi mostrando todos os lugares por onde o Lume já havia passado. Participamos de uma mesa redonda sobre o processo de criação do espetáculo comemorativo dos 25 anos do grupo: Os sonhos de Ícaro.
As falas dos atores, produtores e parceiros mexeu com minha cabeça. Em pouco tempo mal conseguia escutar o que estava sendo dito, pensava nos projetos pessoais, nas decisões a ser tomada... af!
Voltamos para a pousada quase vinte e uma horas da noite. Amanhã começa a oficina...
Fecho o diário.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Diário de viagem I





Malas prontas, quase tudo separado para a viagem...
Meu peito já está no aeroporto, talvez esteja no avião. Quem sabe em Campinas?
- Não vai não... Fica. – diz uma vozinha que vem sabe lá de onde.
O coração pára indeciso, bate nervoso, triste e feliz num descompasso. Vontade de ser ontem, de me despedir de quem não encontrei. Saudade. Guimarães Rosa inventou um sinônimo para saudade:
Distaciância...
É disso que sofro, de diatanciância, e a distancia ainda é curta...
Mas não me levem a sério:



Viajar é preciso...

...Porque viver é preciso...
(Desculpa Camões)

sábado, 30 de janeiro de 2010

Saindo...

Hoje vou sair de casa mais cedo... não por precaução, por pressa, por nada. Saio porque, ao entrar por minha janela, o vento pareceu convidativo e meu coração se apressou em resposta. Tô saindo mais cedo por causa do vento (loucura minha?), acredito que exista lá fora algo que só pode ser visto agora. Estou sempre à procura do espetacular, daquilo que é acaso, efêmero, inesperado, sobrenatural ou hipernatural.

Estou saído à procura de... Saindo sem pressa. É cedo ainda...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Fútil



Há alguns dias eu postei o pedaço de um texto onde Cazuza faz uma auto-análise. Coloquei o texto porque me identifiquei bastante com a sua maneira lidar com o mundo e consigo mesmo, mas a frase final me inquietou:

"E quer saber de uma coisa? O que salva a gente é a futilidade."

De cara, eu concordei. Acho que em tudo o que eu faço, até nas coisas mais relevantes, existe um interesse fútil escondido, fora que a futilidade desestressa, né? Ninguém agüenta ser sério o tempo todo.

Mas isso de apontar a futilidade como tabua de salvação, me intriga. Acho que perco muito tempo com pequenezas, que algumas bobagens ocupam mais espaço do que deveria nos meus pensamentos e que futilidade é sim, uma forma de ignorância. Mas fazer o quê se até mesmo o fato de eu estar escrevendo essas reflexões faz de mim um pouco fútil (sim, porque eu tenho coisas sérias para fazer nesse exato momento!)


A triste verdade é que para fazer qualquer coisa precisamos de motivação e a futilidade sempre parece tão sedutora...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Antes dos 30



Passeando no orkut encontrei uma dessas comunidades para adolescentes intitulada: Coisas para fazer antes dos 30. Parei para ler. Dos 36 itens da lista, cumpri 15, sendo que constam cinco sugestões que não me apetecem, então excluo da lista. Uma média de quase 50 %. Nada mal para uma garota de 21anos, bem comportada na maior parte do tempo.

beber uma garrafa de tequila
transar com um dos seus melhores amigos
encontrar com alguem da net
fazer uma tatoo
subir em um palco e dançar loucamente
fugir de casa
pular de bumg jump
matar aula pra ir no buteco
passear sem calcinha (cueca)
agarrar seu amor platonico
fingir ser estrangeiro e falar um idioma que nao existe
ficar com alguem 10 anos mais velho que vc
sair de casa na sexta a noite e voltar na segunda de manha
dormir com a roupa que saiu dps de um porre
ir a praia de nudismo
ficar com seu professor
roubar o namorado de alguém
ir pra escola bêbada
se apaixonar a 1ª vista
usar a melhor roupa pra ir ao mercado
sair com o melhor amigo do seu ex
pintar o cabelo de uma cor absurda
chorar vendo um desenho
ir parar na delegacia
beber ate ter amnésia alcoólica
aprender a tocar algum instrumento
ter um diário secreto
beijar um passante
ir numa formatura de short e chinelo
assaltar uma loja
pegar carona com desconhecido
ir pra balada de ônibus
dormir na rua

Preciso agora levar uma garrafa de tequila para uma praia de nudismo.