PANACÉIA DELIRANTE

quinta-feira, 19 de março de 2009

Soneto do amor total



É um soneto meio batido, muitas pessoas conhecem, eu mesma já li e ouvir tantas vezes que não sei quantas. Hoje porém, voltando da minha corrida matinal escutei na voz do próprio Vinicius o dito poema, diretamente no meu ouvido através dos fones. Vinicius cantava ao meu ouvido um amor, maior do que qualquer outro: um amor sem mistério e sem virtude. Esse amor que é de bicho simplesmente, instintivo e por isso genuíno. Um amor que casa amizade e paixão e que mata, de orgasmo, o coração cansado.

Soneto Do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Um comentário:

Fulô de Pitanga [Laura Franco] disse...

e a moça a correr amores nas manhãs.